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	<title>La pupila insomne &#187; #blogmundofoz</title>
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	<description>...Oh, la pupila insomne y el párpado cerrado.                        Rubén Martínez Villena</description>
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		<title>Sem casualidades em Foz do Iguaçu</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 02:29:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160;Iroel Sánchez É madrugada na sala de espera do aeroporto de Foz do Iguaçu e um ponto de venda de livros me chama a atenção. Entre os best-sellers do momento – incluindo duas biografias de Steve Jobs – um livro &#8230; <a href="http://lapupilainsomne.jovenclub.cu/?p=19858">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<table class="rw-rating-table rw-ltr rw-left rw-no-labels"><tr><td><nobr>&nbsp;</nobr></td><td><div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-198590" data-img="http://lapupilainsomne.files.wordpress.com/2011/11/a2-349x262.jpg"></div></div></td></tr></table><h5 style="text-align:justify;"><a href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/category/autores/iroel-sanchez/" target="_blank"><strong>Iroel Sánchez</strong></a></h5>
<div id="attachment_19862" style="width: 359px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://lapupilainsomne.files.wordpress.com/2011/11/a2-349x262.jpg"><img class="size-full wp-image-19862" title="a2-349x262" src="http://lapupilainsomne.files.wordpress.com/2011/11/a2-349x262.jpg" alt="" width="349" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">Painel &quot;Experiências na América Latina&quot; no Encontro Mundial de Blogueiros, moderado por Sergio Bertoni, tercerio de esquerda para a direita. Foto: Manuel Henríquez Lagarde</p></div>
<p style="text-align:justify;">É madrugada na sala de espera do aeroporto de Foz do Iguaçu e um ponto de venda de livros me chama a atenção. Entre os <em>best-sellers</em> do momento – incluindo duas biografias de Steve Jobs – um livro com capa tipográfica (letras negras sobre fundo vermelho) ocupa o lugar de maior destaque, seu título <a href="../2011/09/20/una-historia-prohibida-puede-salir-a-la-luz/" target="_blank"><em>Os últimos soldados da Guerra Fria</em></a>, de Fernando Morais; entre o nome do volume e o do autor, há uma oração que anuncia o tema: “A história dos agentes infiltrados por Cuba em organizações de extrema-direita nos Estados Unidos”.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-19858"></span>Me sinto afortunado, um exemplar do livro de Morais viaja com minha bagagem rumo a Cuba, presenteado por Sergio Bertoni, o blogueiro do Paraná, que moderou o painel “Experiências na América Latina” durante o 1º Encontro Mundial de Blogueiros, no qual acabo de participar em Foz, junto a acadêmicos, ativistas e editores vindos da Argentina, Equador eHonduras. Várias perguntas afloraram, no debate do painel, sobre o caso dos <a href="../tag/los-cinco/" target="_blank">cinco cubanos</a> que ainda permanecem nos Estados Unidos – quatro deles presos, entretanto –, incluindo uma proveniente de um blogueiro que é médico graduado na Escola Latino-americana de Medicina em Cuba, e na resposta pude falar sobre como o governo norte-americano <a href="http://www.cubadebate.cu/especiales/2009/09/09/demanda-contra-radio-marti-por-pagar-a-periodistas-para-denigrar-a-los-cinco/" target="_blank">utilizou os meios de comunicação</a> – em troca de dinheiro – para condicionar um resultado judicial contra pessoas cujo único delito foi tratar de evitar atos terroristas. Um bom exemplo, sem dúvidas, de como opera a informação no mundo em que vivemos.</p>
<div id="attachment_85230" style="text-align:justify;">
<p>Painel &#8220;Experiências na América Latina&#8221; no Encontro Mundial de Blogueiros, moderado por Sergio Bertoni, tercerio de esquerda para a direita. Foto: Manuel Henríquez Lagarde</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">Se no <a href="../2011/10/28/comienza-primer-encuentro-mundial-de-blogueros-con-panel-sobre-nuevos-medios/" target="_blank">painel inaugural do evento</a> Ignacio Ramonet havia afirmado, com razão, que ser blogueiro não é sinônimo de ser rebelde e que pode haver – e de fato exitem – blogueiros reacionários que servem ao poder midiático e econômico, o que percebi nas discussões entre os mais de 400 participantes reunidos nas instalações da hidrelétrica de Itaipu (a segunda maior do mundo) foi um estado de rebelião global contra os monopólios midiáticos.</p>
<p style="text-align:justify;">Como resenhou <a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/2011/10/30/brazil-1%C2%BA-encontro-mundial-de-blogueiros-first-world-bloggers-conference/" target="_blank">Jillian York</a>, do Conselho de Administração do Global Voices, o encontro de Foz do Iguaçu “conseguiu reunir um grupo muito interessante de pessoas de toda a América Latina e do mundo, e deve ser felicitado”. Escutar pessoas provenientes do Egito e Arábia Saudita contarem suas experi~encias no enfretamento à censura, assistir o vídeo trazido pelo paquistanês Farhan Janjua, sobre a evolução das redes sociais em seu país, ou o de Jesse Freeston sobre a<a href="http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=31&amp;Itemid=74&amp;jumival=7432" target="_blank"> repressão a jornalistas em Honduras</a> – onde morreram 15 pessoas por conta do golpe de Estado contra Manuel Zelaya – ajudou a completar uma visão plural do uso de novos meios. Em particular Freeston, de origem canadense, mas que viveu na América Central, abordou um conceito de “homo interneticus”, um termo empregado por alguns antropólogos para descrever as pessoas que já não encontram maneira de fazer algo fora da Internet, e frente a isso ele destacou o valor da palavra “ocupar”: “ocupar é uma palavra muito importante”, disse Freeston, a diferença do ciberativismo, como é impossível “cibercomer”, “ocupar” implica sair fisicamente à realidade. Sobre Occupy Wall Street, Andrés Conteris, do Democracy Now En Español, também deu um importante depoimento.</p>
<p style="text-align:justify;">Na mesma linha de Freeston, <a href="../2011/10/29/la-llegada-de-internet-al-periodismo/" target="_blank">Pascual Serrano, do Rebelión</a>, apontou com precisão, no painel sobre experiências na Europa e nos Estados Unidos: “se observarmos, as supostas revoluções apoiadas nas redes sociais não promoveram mudanças significativas na estrutura de poder, nem nos países árabes, nem na Europa ou Estados Unidos. São mudanças  “lampedusianas”, que se transforma algo para que tudo continue igual. Como disse o professor Ramón Reig, existe um êxtase cibernético de caráter místico no ocidente – eu adicionaria que também na América Latina –, que mitifica as redes e as novas tecnologias para encomendar, a elas, às revoluções”.</p>
<p style="text-align:justify;">No painel sobre as experiências brasileiras, a democratização dos meios de comunicação ocupou um papel central. No fechamento do evento, Jesse Chacón, o ex-ministro das Comunicações na Venezuela, Damián Loreti, membro da comissão que redigiu a lei de meios de comunicação na Argentina, e Blanca Josales, secretária de Comunicação do Peru, abordaram as respectivas políticas de seus países nesse campo.</p>
<p style="text-align:justify;">A <a href="../2011/10/29/encuentro-mundial-de-blogueros-condena-bloqueo-a-cuba/" target="_blank">Carta de Foz do Iguaçu</a>, aprovada no Encontro, além de condenar as ações dos Estados Unidos contra Cuba, para limitar seu acesso à Internet, coloca como a primeira das prioridades “a luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propagada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa”. Olho o livro de Morais sobre Os Cinco e leio na contracapa: “uma trama desbordante jamais revelada pela imprensa”, e penso que nada é casual neste mundo, onde – como reza o título de um bom livro – <em>o jornalismo é notícia</em>. (Tomado de <a href="http://www.baraodeitarare.org.br/noticias/sem-casualidades-em-foz-do-iguacu.html#.TsmB7fKBqGQ" target="_blank"><em>Centro de Estudios da Media Alternativa</em></a>)</p>
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		<title>Dissidence with the insomniac pupil and the eyelid&#8230;open</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 21:20:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160;Iroel Sanchez &#8220;A blend of sincerity, wonderful man of honor given to the fight, romantic poet, involuntary and tragic Lady of the Camellias punished for tuberculosis and character of socialist realism narrated by Byron&#8221;, is how Mexican writer Paco Ignacio &#8230; <a href="http://lapupilainsomne.jovenclub.cu/?p=19756">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<table class="rw-rating-table rw-ltr rw-left rw-no-labels"><tr><td><nobr>&nbsp;</nobr></td><td><div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-197570" data-img="http://lapupilainsomne.files.wordpress.com/2011/11/fotofinal-blogmundofoz.jpg?w=300"></div></div></td></tr></table><h5 style="text-align:justify;"><a href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/category/autores/iroel-sanchez/" target="_blank"><strong>Iroel Sanchez</strong></a></h5>
<div id="attachment_19757" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://lapupilainsomne.files.wordpress.com/2011/11/fotofinal-blogmundofoz.jpg"><img class="size-medium wp-image-19757" title="fotofinal-blogmundofoz" src="http://lapupilainsomne.files.wordpress.com/2011/11/fotofinal-blogmundofoz.jpg?w=300" alt="" width="300" height="128" /></a><p class="wp-caption-text">Bloggers in #blogmundoz</p></div>
<p style="text-align:justify;">&#8220;A blend of sincerity, wonderful man of honor given to the fight, romantic poet, involuntary and tragic Lady of the Camellias punished for tuberculosis and character of socialist realism narrated by Byron&#8221;, is how Mexican writer Paco Ignacio Taibo II defines the author Ruben Martinez Villena,<span id="more-19756"></span> the author of the poem &#8220;<a href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/la-pupila-insomne/" target="_blank">La pupila insomne</a>&#8221; that gives name to the <a href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/" target="_blank">blog I do from Cuba</a> and thank the organizers for the invitation to attend this event.</p>
<p>&#8220;I have the grim urge and sacred longing/ to peek into my dreams of death/ Oh the sleepless pupil and closed eyelid/ tomorrow I will sleep with the eyelid open.&#8221; Since a highschool classmate gave me his poems, the life of that man, especially gifted in poetry, which he gave up early to become a labor leader and organizer of strikes, saying with an irony that will never leave me: &#8220;I destroy my verses, I don&#8217;t value them, I give them away, they are forgotten: they interest me as much as social justice interests the majority of our writers&#8221;, it seemed to me at that moment the most exact and ambiguous definition of someone<br />
who would never abandon his dream.</p>
<p style="text-align:justify;">To those verses I turned, when I was tired to the point of disgust of reading the same lies about my country in the mass media, and encouraged by the example of some people I admire, I decided to start a blog on the internet. I understood for some time that one of the tricks of harrassment used towards Cuba is turning everything about it into something suspicious and to that analysis of the information circulating the web, I decided to dedicate most of my posts.</p>
<p>It is the repetition of certain cliches that are supported by conditioned<br />
reflexes by propaganda, fooling the audiences by magnifying the effects of U.S. policies towards Cuba, but obscuring that these policies are the most significant cause. Thus, the media amplify the impact of U.S. government actions, converting them into the basis of the stereotypes to be reffered to as what happens everyday on the island:</p>
<ul>
<li style="text-align:justify;">If fifty years of aggression forced the Cubans to organize for the defense, then Cuba is a &#8220;militarized society&#8221;.</li>
<li style="text-align:justify;">If the country applies a tight economic blockade, without access to trade credits and the main international market, &#8220;socialism is an economic failure.&#8221;</li>
<li style="text-align:justify;">If from the outside a fifth column is financed acting with the support of some embassies for provocations, these are &#8220;fighters for freedom and human rights challenging a dictatorship&#8221;.</li>
<li style="text-align:justify;">A law with clear political intentions favors the entry of Cubans to the U.S. and gives them automatic residency. However, only they (Cubans) &#8220;run&#8221; from their country, while migrants from twelve Latin American nations surpass them in proportion but rarely make the news.</li>
<li style="text-align:justify;">Cuba needs to increase its food production and reduce imports, but few know that UNICEF ranked the island as the country with the lowest rate of child malnutrition in Latin America .</li>
<li style="text-align:justify;">U.S. limits the availability of financial resources and infrastructure to Cuba to access to the internet, but media said the island is an &#8220;enemy country of the Internet&#8221; and the government that jails Bradley Manning and harrasses Wikileaks to the brink of bankruptcy is &#8221; the country of freedom. &#8220;</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">As is often said by the journalist Rosa Miriam Elizalde, Washington hinders access to the internet for the vast majority of Cubans but has designed an &#8220;Internet on demand&#8221; for those who serve Washington on the island. However, there are more than a few, who from very different points of view, but without the benefit of the more than $ 20 million each year the U.S. government sends for such &#8220;help&#8221;, have been putting together their visions of what is happening in their country and the world.</p>
<p>Spaces like &#8220;Negra cubana tenia que ser&#8221;, addressing racial issues, &#8220;Paquito el de Cuba&#8221;, that defends the rights of the gay community, &#8220;La joven Cuba&#8221;, led by a group of students and professors from the University of Matanzas, students of journalism as &#8220;El microvave&#8221;, communication professionals such as journalism professor Elaine Diaz, Ogun writers such as Guerrero, encouraged by Jorge Angel Hernandez, or &#8220;Cambios en Cuba&#8221; by Manuel Henriquez Lagarde, who is with me in this event are part of a warp that gives the testimony of a diverse and critical society and rejects criticism that sweetened analysis of their reality as it disregards the manipulations that try to impose from the outside.</p>
<p>They do this, using slow connections, where broadband is more the exception than the rule, in a country whose main network (Infomed, for healthcare workers) has only 16 megabytes to serve over 100,000 users, as part of the 413 has all of Cuba as a whole. Any comparison with a cybercafe, a university or company in the world , illustrates the disadvantages that have been imposed on Cuba for its development and the unequal conditions under which it nevertheless has managed to prepare its population. Consequently, the International Telecommunications Union, places my country;s skills as the world&#8217;s fourth in the use of Information Technology and Telecommunications. It is a fact that speaks for itself of the effectiveness with which they have been able to use scarce resources in terms of human development.</p>
<p>Nevertheless, judging the Cuban democracy as a loser against the model that privileges consumerism based technology, is at least tricky. The troubadour Silvio Rodriguez, who has the blog &#8220;Segunda Cita&#8221;, one of the most active and critical of the Cuban blogosphere, recently wrote &#8220;it seems too optimistic to think that the internet is a guarantee of democracy, when there are so many countries with so much internet and democracy is so doubtful. I think it&#8217;s more necessary that a country produces and functions correctly than to have broad<br />
band (see that I do not exclude the internet).&#8221;</p>
<p>From Cuba we see how that doubtful democracy is rebelled against these days, using the internet, but above all millions of people going out in the streets challenging the indisputable repression and increasingly injust system all over the world. From Athens to Madrid, New York and Santiago de Chile, images are placed on the internet of police charges and cynical responses that the 1% proclaim in front of the 99% that no longer believe the electoral promises and have decided to try to change the rules of the game in which the markets give<br />
orders, not the people.</p>
<p>Increasingly, the blogosphere is giving voice to what the mainstream media has silenced for too long. Where that has been coordinated with organized rebellion of the masses, it has been a growing challenge for those who want to impose with blood and fire a social order that is becoming more and more unfair.</p>
<p>The Egyptian blogger Hossam el-Hamalawy, when questioned about the role of Facebook and Twitter in the revolts of the &#8220;Arab Spring&#8221;, said &#8220;Internet only plays a role in spreading the word and images of what happens on the ground. We do not use the Internet to organize. We use it to publicize what we&#8217;re doing on the ground in the hope of encouraging others to participate in the action.&#8221;</p>
<p>But there are Internet evangelists. Last November, Alec Ross, director for innovation of the Department of State, <a title="Wikileaks y nuestro hombre  en Santiago" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2010/12/13/wikileaks-y-nuestro-hombre-en-santiago/" target="_blank">spoke at an event in Chile</a> &#8211; at the initiative of Civil Society 2.0 Hillary Clinton &#8211; trying to seduce the audience, came to say that the Internet is &#8220;the Che Guevara of the century XXI &#8221; , causing outrage in the public who questioned the morality of the system that murdered Che, by invoking him.</p>
<p>As I said before, I don&#8217;t know if Ross will have read Che to know that the it is not the internet but the rebellion is against the injustice that embodies their ideas. But a few months after his unfortunate quip, it is in Chile, the window from which the U.S. sold its successes for Latin America, where student organizations, unions, neighborhood associations put in blogs the denounciations of the repression they suffer, evidencing the Pinochetist legacy that the medias sweep under the rug. It&#8217;s there where Camila Vallejo, a militant of the Communist Youth , announces to millions of our compatriots to demolish a model that denied the right to free quality education for the majority.</p>
<p>Tens of thousands follow Camila on Twitter, but it&#8217;s the action of the Student Federation of Chile that legitimize their convocation and fills the streets to express what their organized companeros have agreed to in organized assemblies and meetings.</p>
<p>Disseminating truth aquires its best definition when converted into action to change a reality where money aims to form human conduct, something of course the big media isn&#8217;t interested in. As the companero from &#8220;Democracy Now&#8221; explained here yesterday, the media corporations will only do it as a last resort and always try to manipulate what they can&#8217;t control.</p>
<p>Last August, following the first anniversary of our blog&#8217;s life, the reporter Pascual Serrano, founder of the site Rebelion and leading media analyst, called &#8220;La puplia insomne&#8221; a dissident site, adding &#8220;let&#8217;s see if calling it that it&#8217;s easier to appear on Google and those who want to overthrow the revolution read it. Dissident of the lying journalism, dissident of the groups that believe that with money they will be able to convince the Cubans, dissident of the privelidges those who write in the service of those who don&#8217;t want the government to govern Cuba, only the markets&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">It&#8217;s an endeavor in which alliances have been fundamental. The support of already established alternative spaces such as <em>Rebelion</em>,<em> Cubadebate</em>, <em>Kaos en la</em> <em>Red</em>, <em>Node 50</em> and <em>Cubainformacion</em>, reproducing much of the contents of <em>La pupila </em><em>insomne</em>, has been instrumental in positioning. Particularly, the video production of Cubainformacion has converted in just one year more than 80 of our texts into video reports placed on the web, by taking advantage of existing connectivity in Europe that we do not have in Cuba.</p>
<p>Eight years ago when I was far from imagining being involved in this venture, I was involved in an event organized by Portugese friends, reminding me of one of the biggest dissenters in history. I said then: &#8220;In this age of Internet and exclusions, satellites and hunger, Karl Marx, smiling and subversive, whispering in the ears of the world: dissidents of all countries, comunicaos &#8220;. The journey from then to here and the success the <a title="Un balance del Encuentro de Foz (+ video)" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/11/04/un-balance-del-encuentro-de-foz-video/" target="_blank">First World Meeting</a> of bloggers for the dissemination of ideas is having and and the growth of the rebellions against capital confirms to me that in dream that insomniac&#8217;s pupil and eyelid &#8230; open.</p>
<p>Thank you very much.</p>
<h5 style="text-align:justify;">*Paper presented at the panel &#8220;Experiences in Latin America&#8221;  in the First World Meeting Bloggers in Foz de Iguazu, Brazil, on October 28, 2011 (Tomado de Cuba News)</h5>
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		<title>Un balance del Encuentro de Foz (+ video)</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 15:12:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160;Altamiro Borges El Primer Encuentro Mundial de Blogueros, realizado en Foz do Iguazú (Paraná, Brasil) los días 27, 28 y 29 de octubre, superó las expectativas más optimistas. Entre los aspectos positivos, vale destacar la representatividad del evento, el rico &#8230; <a href="http://lapupilainsomne.jovenclub.cu/?p=19234">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<table class="rw-rating-table rw-ltr rw-left rw-no-labels"><tr><td><nobr>&nbsp;</nobr></td><td><div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-192350" data-img="http://lapupilainsomne.files.wordpress.com/2011/11/altamiro-borges-e-joaquim-palhares-encontro-mundial-de-blogueiros-foz-do-iguac3a7u.jpg?w=300"></div></div></td></tr></table><h5 style="text-align:justify;"><strong>Altamiro Borges<br />
</strong></h5>
<div id="attachment_19237" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://lapupilainsomne.files.wordpress.com/2011/11/altamiro-borges-e-joaquim-palhares-encontro-mundial-de-blogueiros-foz-do-iguac3a7u.jpg"><img class="size-medium wp-image-19237" title="Altamiro Borges e Joaquim Palhares - Encontro Mundial de Blogueiros Foz do Iguaçu" src="http://lapupilainsomne.files.wordpress.com/2011/11/altamiro-borges-e-joaquim-palhares-encontro-mundial-de-blogueiros-foz-do-iguac3a7u.jpg?w=300" alt="" width="300" height="197" /></a><p class="wp-caption-text">Altamiro Borges, del Centro de Estudios de Medios Barao de Itaré, de pie, junto a Joaquim Palhares (Altercom) en el Encuentro Mundial de Blogueros de Foz de Iguazú</p></div>
<p style="text-align:justify;">El Primer Encuentro Mundial de Blogueros, realizado en Foz do Iguazú (Paraná, Brasil) los días 27, 28 y 29 de octubre, superó las expectativas más optimistas. Entre los aspectos positivos, vale destacar la representatividad del evento, el rico intercambio de experiencias, y la aprobación  de una pauta que garantiza la unidad en la  diversidad de este movimento embrionario, así como la definición de sus próximos pasos.</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-19234"></span>Prueba del potencial de los llamados nuevos medios, en menos de cuatro meses de preparación fue posible reunir 468 activistas digitales, periodistyas y estudiantes en el  Cine Barrageiro, en Itaipú (254 provenientes da región de Foz de Iguazú y 214 venidos de otras partes de Brasil y del mundo). El evento contó con la participación de 23 países y 17 estados brasileños (ver abajo).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Rico intercambio de experiencias</strong></p>
<p style="text-align:justify;">El encuentro cumplió  su principal objetivo: promover el intercambio de experiencias sobre el activismo digital, que juega un papel cada vez más activo y protagoniza la lucha política y de ideas en el mundo, ya sea en las revueltas del mundo árabe, en la  llamada “revoluçión de los indignados” en  España, en Occupy Wall Street en los  EUA, y  como contrapunto a los medios hegemónicos en Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Los dos debates más generales y los cuatro paneles de experiencias mostraron la diversidad y  pluralidad existentes en este espacio. Las polémicas se hicieron presentes en las propias exposiciones, que contaron con la contribución de renombrados estudiosos y activistas de varias partes del planeta. Las 22 intervenciones evidenciaron los límites, los avances y las potencialidades de los nuevos medios.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Banderas por la democratización de los medios</strong></p>
<p style="text-align:justify;">En la plenaria final fue posible aprobar un documento – la <a title="Primer Encuentro Mundial de Blogueros condena bloqueo a Cuba" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/10/29/encuentro-mundial-de-blogueros-condena-bloqueo-a-cuba/"><em>Carta de Foz</em></a> – que presenta las principales banderas de lucha de este joven movimiento. En un esfuerzo para construir la unidad, preservando la rica diversidad, el texto defiende la libertad de expresión y la lucha por la democratización de la comunicación, la oposición a los  monopolios mediáticos que castran las voces de la sociedad, la lucha por  el acceso universal a la banda ancha, entre otros puntos estratégicos en la actualidad.</p>
<p style="text-align:justify;">En fin, el evento de Foz no representó un punto final en esta construcción, es más bien una coma. Con el apoyo institucional de Itaipú Binacional, quedó decidido que el encuentro mundial será anual, incluso haciendo parte del calendario oficial de eventos de Foz do Iguazú. El próximo ya está agendado para noviembre de 2012.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Los próximos pasos</strong></p>
<p style="text-align:justify;">La iniciativa de reunir los activistas digitales también dejó de ser sólo brasileña. Fue formada una comisión internacional para difundir el movimento en otros países y para organizar el próximo encuentro, compuesta por:</p>
<p style="text-align:justify;">- Centro de Estudos de Medios  Barão de Itaré;<br />
&#8211; Associación Brasileña de Empresas y Empreendedores de la Comunicación (Altercom);<br />
&#8211; Gilmar Piolla (Itaipu);<br />
&#8211; Esmael Morais;<br />
&#8211; Osvaldo Leon (Alai);<br />
&#8211; Iroel Sánchez (Cuba);<br />
&#8211; Damian Loreti/Martin Granovsky (Argentina);<br />
&#8211; Andrés Conteris/Jillian York (EUA);<br />
&#8211; Ignácio Ramonet/Pascual Serrano (Europa);<br />
&#8211; Ahmed Bahgat (Egito).</p>
<p style="text-align:justify;">Además del segundo encuentro mundial en noviembre, también quedó agendado un encuentro latinoamericano para julio próximo, en Lima, propuesto por la Secretaria de Comunicación del gobierno de Perú. Antes, en mayo, ocurrirá el III BlogProg, en Salvador (Bahía)).  O sea: la agenda de los activistas digitales está cargada y exigirá mucha garra, espíritu constructivo y unidad en la diversidad.</p>
<p style="text-align:justify;">[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=k-I8uRfB0dc]</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Países presentes en Foz de Iguazú</strong></p>
<p style="text-align:justify;">1- Brasil<br />
2- Argentina<br />
3- Paraguay<br />
4- Equador<br />
5- Venezuela<br />
6- Uruguay<br />
7- Perú<br />
8- Colombia<br />
9- Bolivia<br />
10- México<br />
11- Guatemala<br />
12- Honduras<br />
13- Cuba<br />
14- Estados Unidos<br />
15- Canadá<br />
16- Francia<br />
17- España<br />
18- Islandia<br />
19- Egito<br />
20- Arabia Saudita<br />
21- Paquistán<br />
22- Japón<br />
23- Islandia</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Estados brasileños representados:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">1- Rio Grande do Sul<br />
2- Santa Catarina<br />
3- Paraná<br />
4- São Paulo<br />
5- Rio de Janeiro<br />
6- Minas Gerais<br />
7- Goiás<br />
8- Distrito Federal<br />
9- Mato Grosso<br />
10- Bahia<br />
11- Ceará<br />
12- Maranhão<br />
13- Pernambuco<br />
14- Rio Grande do Norte<br />
15- Pará<br />
16- Acre<br />
17- Amazonas</p>
<p style="text-align:justify;">(Fuente: <a href="http://altamiroborges.blogspot.com/2011/11/um-balanco-do-encontro-de-foz.html" target="_blank"><em>Blog do Miro</em></a>, traducción de <a href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/" target="_blank"><em>La pupila insomne</em></a>)</p>
<p style="text-align:justify;">Artículos relacionados:</p>
<ul>
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<li><a title="Iguazú: agua e Internet" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/11/02/iguazu-agua-e-internet/">Iguazú: agua e Internet</a></li>
<li><a title="Primer Encuentro Mundial de Blogueros condena bloqueo a Cuba" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/10/29/encuentro-mundial-de-blogueros-condena-bloqueo-a-cuba/">Primer Encuentro Mundial de Blogueros condena bloqueo a Cuba</a></li>
<li><a title="Disidencias con la pupila insomne y el párpado… abierto" href="http://lapupilainsomne.wordpress.com/2011/10/29/disidencias-con-la-pupila-insomne-y-el-parpado-abierto/">Disidencias con la pupila insomne y el párpado… abierto</a></li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">
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		<title>La llegada de Internet al periodismo</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 12:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[#blogmundofoz]]></category>
		<category><![CDATA[Pascual Serrano]]></category>
		<category><![CDATA[Rebelión]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;Pascual Serrano Hoy la mayoría de los jóvenes no entienden el periodismo y la información sin internet. Yo pertenezco a una generación que ha vivido un experiencia excepcional, era un periodista alternativo antes de la aparición de internet y he &#8230; <a href="http://lapupilainsomne.jovenclub.cu/?p=19016">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<table class="rw-rating-table rw-ltr rw-left rw-no-labels"><tr><td><nobr>&nbsp;</nobr></td><td><div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-190170" data-img="http://lapupilainsomne.jovenclub.cu/wp-content/uploads/2011/10/pascual.jpg?w=300"></div></div></td></tr></table><h5 style="text-align:justify;"><strong>Pascual Serrano</strong></h5>
<div id="attachment_19017" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://lapupilainsomne.jovenclub.cu/wp-content/uploads/2011/10/pascual.jpg"><img class="size-medium wp-image-19017" title="Pascual" src="http://lapupilainsomne.jovenclub.cu/wp-content/uploads/2011/10/pascual.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Pascual Serrano interviene en el Primer Encuentro Mundial de blogueros</p></div>
<p id="post-body-2385457409293335260" style="text-align:justify;">Hoy la mayoría de los jóvenes no entienden el periodismo y la información sin internet. Yo pertenezco a una generación que ha vivido un experiencia excepcional, era un periodista alternativo antes de la aparición de internet y he ido viviendo en mi propia carne y en mi forma de enfrentar mi periodismo comprometido el desarrollo de la red, sus diferentes tecnologías, su evolución en la sociedad&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-19016"></span>Quizás por todo ello quiero dejar constancia y rendir homenaje en estos tiempos de gloria de la red, al periodismo alternativo que ya existía antes de la implosión de internet: boletines escritos de muy difícil elaboración pero todavía más difícil distribución, radios libres combatiendo en los límites de la capacidad de emisión de sus antenas&#8230; Para que se hagan una idea, en aquellos tiempos, cuando yo tenía alguna idea o alguna información para algún texto o artículo iniciaba un via crucis entre las publicaciones alternativas de papel para ver en cual había sitio para mi trabajo. Cuando alguna la aceptaba, que no era siempre, es cuando lo escribía y su publicación suponía llegar a tres mil personas que era la tirada media de una de esas revistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoy es absolutamente diferente. En primer lugar no se trata de conseguir ninguna información especial o en exclusiva, ya toda la información está en la red. Ahora la originalidad consiste en el tipo de elaboración, relación de ideas, aglutinación de informaciones, conclusión argumental. Cosas así. Hoy nada se queda sin escribir por no tener donde publicarlo. Contarás con más o menos lugares, de más importancia o menos, pero la publicación está asegurada. Y en muchos casos el logro de aquellos tres mil lectores de mi publicación en papel también está asegurada para la mayoría de los periodistas con un mínimo de calidad.</p>
<p style="text-align:justify;">Pero si nos quedásemos en este análisis triunfalista sería muy superficial, la reflexión sobre internet y periodismo debe ir más allá. En primer lugar porque el objetivo no es que una persona pueda publicar sino algo mucho más ambicioso, en segundo lugar porque además de luces hay sombras que debemos identificar, en tercer lugar porque están apareciendo elementos novedosos que debemos diseccionar como son las redes sociales. Y, por último, porque debemos intentar prever los escenarios futuros.</p>
<p style="text-align:justify;">Como creo que para analizar las situaciones siempre se necesita estudiar los antecedentes, me tomaré la licencia de recordar los inicios de la página web que ayudé a fundar allá por 1996 y que creo fue pionera en algo que ahora ya nos parece una obviedad cuando no una antigualla. Rebelion.org nace de la sinergia técnica de dos profesionales que tenían una sintonía ideológica, un periodista y un informático. En aquellas fechas existía más o menos el correo electrónico pero las páginas webs apenas comenzaban, ni los grandes medios ni las agencias tenían páginas web, ni existían los buscadores. Los grandes medios no tenían páginas webs porque no las necesitaban, no les servían para generar ingresos y además ya tenían el control de la oferta informativa. Fueron las pequeñas organizaciones sociales las que comenzaron a crear sus páginas webs para colgar sus propuestas, acciones o formas de contactar. Como ya he señalado, los periodistas que nos dedicábamos a la información alternativa comenzábamos a acceder a algunas informaciones gracias al correo electrónico pero seguíamos con esa dinámica de buscar un medio escrito en el que colocar nuestros textos. Fue en ese contexto cuando el informático le dice al periodista algo como lo siguiente: “Hoy se puede crear un periódico intangible cuyas noticias las puede leer cualquiera desde cualquier lugar del mundo con solo tener un ordenador y una línea de teléfono. ¿Tú crees que puedes conseguir al menos dos o tres noticias a la semana para mantener ese periódico actualizado?”. Nuestra idea era crear una agencia de prensa, es decir, suministrar noticias de ámbito internacional a medios locales. Algunos teníamos experiencia en información internacional alternativa, una información que no era fácil de lograr para los medios alternativos de entonces (boletines de papel o radio libres de barrio). Como estábamos convencidos de la necesidad de incorporar elementos de la luchas globales a la información local, nuestro objetivo era poder ayudar a esos medios locales a conseguir esas informaciones globales. Nunca pensamos que nuestra página pudiera interesar al ciudadano medio, no se nos ocurría de qué forma podía una persona hispanoparlante de cualquier lugar del mundo conocer la existencia de rebelion.org (recordad que no existían los buscadores, el número de internautas era pequeño y se limitaba a los que se comunicaban mediante el correo electrónico). Cuando nos pusimos en marcha comprobábamos cosas que entonces resultaron visionarias:</p>
<p style="text-align:justify;">Que el número de lectores aumentaba cuanto más noticias colgábamos, es decir, nos pedían más contenidos, más frecuencia, más regularidad.</p>
<p style="text-align:justify;">Que firmas de gran prestigio en la izquierda mundial se pusieron a nuestra disposición con una generosidad impresionante.</p>
<p style="text-align:justify;">Que nos creamos un prestigio por el cual muchas organizaciones nos utilizaban como mediadores para ponerse en contacto.</p>
<p style="text-align:justify;">A partir de entonces comenzaron a desarrollarse todo tipo de páginas web de los grandes medios y agencias de prensa, a funcionar los buscadores, multiplicarse el número de internautas y, como consecuencia, aparecer más periódicos alternativos del estilo de rebelion.org.</p>
<p style="text-align:justify;">El espectro de medios alternativos se movía en diferentes grados de lo que yo llamaría democratización participativa y fiabilidad informativa. Me explico. En uno de sus límites surge Indymedia con el máximo grado de democratización participativa puesto que, al menos en sus inicios, cualquiera podía colgar un texto o una imagen; pero con una terrible inseguridad sobre la fiabilidad de su contenido: no había garantías de que ese comunicado del ejército zapatista fuera verdadero o ese artículo de Eduardo Galeano fuese de verdad escrito por él y reciente. En el punto opuesto se encontraba Rebelion.org, el modelo de nuestro periódico no era participativo porque consistía en que un equipo de una decena de personas decidía los contenidos. En cambio, su fiabilidad era mayor en la medida en que nuestro rigor para contrastar los contenidos también lo era.</p>
<p style="text-align:justify;">El siguiente paso en la dinámica del periodismo alternativo en internet fue la aparición de los blogs. La tecnología se popularizó tanto que cualquiera podía manejar las condiciones técnicas para escribir sus propios textos y editarlos en su propia página weg. Como siempre, este nuevo formato tenía sus luces y sus sombras. Su lado positivo es que permitía el seguimiento de un determinado autor. Según fuera su prestigio profesional, su honestidad y su trayectoria el blog sería más seguido y con más valor para mejorar el periodismo alternativo. Muchos periodistas honestos, aunque tenían presencia en medios tradicionales, veían muy limitada su capacidad de informar y, gracias a su blog, lograron más profundización y un análisis más comprometido. Por otro lado, frente a un proyecto informativo global y colectivo que suponían medios como rebelion.org ahora despegaba un formato ideal para la vanidad y el egocentrismo de quien se convertía en la fuente única de información. La cantidad infinita de blogs suponía también una marea de propuestas en internet que no siempre facilitaba diferenciar los autores rigurosos y creíbles de los mediocres. Sin embargo, en un panorama de desconfianza informativa, algunos blogueros lograron un reconocimiento y un prestigio que permitió que fuesen unos referentes en temas complejos.</p>
<p style="text-align:justify;">Internet también iba desarrollando la ilusión de una participación ciudadana en la información mediante muchas propuestas: foros, comentarios en las noticias, etc&#8230; Una participación que, como hemos comprobado, ha aportado muy poco al conocimiento de la realidad, bien por ser marginal o por la pobreza de muchas de las colaboraciones.<br />
Mientras todo esto iba sucediendo, los grandes medios seguían apareciendo como las propuestas más profesionales, con información más contrastada, con fuentes más fiables, con mayor estructura de corresponsales y enviados in situ. Es verdad que los medios alternativos habíamos logrado sembrar una cierta desconfianza en los grandes medios, habíamos demostrado en muchas ocasiones manipulaciones, desinformaciones e incluso mentiras, pero nunca -y menos todavía los blogs- hacían sombra a los grandes medios en imagen de credibilidad.</p>
<p style="text-align:justify;">En una siguiente fase encontramos el despegue de youtube, lo que supone la implosión del lenguaje audiovisual en internet. En mi opinión, si ya lo audiovisual televisivo supone una simplificación y espectacularización del mensaje periodístico, la imagen en internet acentúa todavía más la simplificación aunque sólo sea porque la noticia de youtube todavía debe ser más breve que en televisión. Por otro lado, el vídeo de youtube difícilmente puede ir acompañado de texto, lo que le hace más dependiente de lo audiovisual. El documental en profundidad de media o una hora de duración que podría distribuirse con éxito en dvd y emisión en televisión es de difícil éxito en la red. Por otro lado, el vídeo en youtube no ayuda a disminuir la incertidumbre informativa, la manipulación e incluso la falsificación burda y la mentira funciona perfectamente en estos vídeos.</p>
<p style="text-align:justify;">Ahora nos encontramos en una fase en la que el protagonismo lo tienen las redes sociales. El debate en torno al papel de las redes sociales es impresionante. Llama la atención el protagonismo que le dan los grandes medios a la hora en considerarlas fundamentales en la movilización de los ciudadanos. Lo hemos comprobado en las movilizaciones árabes, en las de Londres, en el 15M en Madrid.</p>
<p style="text-align:justify;">Como en la mayoría de las cuestiones de internet, hay dos componentes diferenciados en las redes sociales: el relacionado con la vanidad y la soledad de muchas personas y el de métodos de información, catalizadores y dinamizadores sociales. Del primero se habla poco porque conlleva una crítica a las redes que afecta negativamente a los intereses empresariales en torno a ellas y muestra una faceta poco agradable de la mitificada nueva sociedad tecnológica. Pero es importante destacarla y recordar que el uso de las redes obedece más veces a este perfil que al del activismo político. Del mismo modo que en el uso de internet predomina más el entretenimiento o el porno que la búsqueda de información útil.</p>
<p style="text-align:justify;">Intentemos analizar el segundo componente del papel de las redes, el de fuentes de información y catalizadores de la movilización social. Lo primero es reconocer cómo han afectado a los usos de internet como fuente informativa. Es indiscutible que el entramado de estas redes ha desarrollado una relación interpersonal que ha minado la estructura informativa de un medio emisor que se destinaba a un gran sector de la sociedad. Los ciudadanos se han convertido (para bien o para mal) en mediadores de información, de forma que las audiencias ya no se dirigen a un medio (tradicional o alternativo) sino que es a través de sus relaciones en las redes sociales como accede a las informaciones.</p>
<p style="text-align:justify;">Me explico, tanto una noticia del New York Times como de rebelion.org o de cualquiera de nuestros blogs tiene un alto porcentaje de accesos a través de las sugerencias o propuestas creadas desde páginas personales de facebook o de twitter. De esta forma se pulveriza la preponderancia del medio cuya influencia ahora se fragmenta en recomendaciones y sugerencias de la comunidad virtual. Eso podría considerarse positivo en cuanto lo que supone de democratizador, pero, por otro lado, fragmenta el modo de informarse del ciudadano que se enfrenta a lo que yo llamaría un centelleo informativo superficial, fugaz y disperso. El centelleo impide conocer en su profundidad las cuestiones complejas y menos todavía ayuda a formarse un conocimiento sólido de los asuntos. En pocas palabras no sabría decir si informa o simplemente difumina la frontera entre información y entretenimiento a favor de éste último.</p>
<p style="text-align:justify;">Otra faceta de las redes sobre la que se ha extendido mucho es la de su capacidad de organizar y movilizar. En un primer momento yo siempre pensé que las redes daban una falsa imagen de organización y movilización que, de alguna manera y paradójicamente, podía tener un papel desmovilizador al fomentar ciudadanos que limitaban su activismo al ordenador y el teclado. Parece evidente que no siempre ha sido así, las redes han favorecido la coordinación de acciones en los países árabes, el 15M en España o el 15O en el mundo. La coordinación mediante las redes sociales ha logrado que triunfen determinados boicots a empresas, o lograr financiación para proyectos muy valiosos.</p>
<p style="text-align:justify;">Pero ahora yo incorporo otro elemento pesimista. ¿Han ofrecido las redes suficiente conocimiento para que esas movilizaciones contengan propuestas, ideas y análisis de las situaciones? Como diría el político español Julio Anguita, “antes de llenar la calle de gentes hubiera sido deseable haber llenado de ideas suficientemente maduras la cabeza de esas gentes”. Mi percepción es que las redes pudieron llenar las calles de gentes, pero las mismas redes impidieron llenar antes las cabezas de las gentes de algo más o menos elaborado. Es evidente el carácter políticamente precario de los movimientos generados gracias a las redes sociales. Y es evidente también el carácter políticamente primario del ideario de quienes se están movilizando. Basta observar que las redes están promoviendo mentalidades, en mi opinión, excesivamente perezosas. Obsérvese el modelo twitter de mensajes de 140 caracteres, ¿qué profundidad analítica, qué elaboración intelectual, qué reflexión política puede caber en esa extensión? ¿O en los tres o cuatro minutos del vídeo de youtube, o en el comentario de facebook? Las nuevas generaciones no quieren ni oír hablar de reportajes con un texto de cuatro páginas, una conferencia de una hora y no digamos un libro de doscientas páginas. Si observamos, las supuestas revoluciones apoyadas en las redes sociales no han promovido verdaderos cambios en la estructura de poder: ni en los países árabes, ni en Europa ni en Estados Unidos. Son cambios lampedusianos, se cambia algo para que todo siga igual. Como ha dicho el profesor Ramón Reig, existe un extasis cibernético de carácter místico en Occidente -yo añadiría que también en América Latina- que mitifica a las redes y a las nuevas tecnologías para encomendar a ellas las revoluciones.</p>
<p style="text-align:justify;">Otro elemento que no debemos olvidar es la propiedad de los portales y hostings. Facebook de microsoft, youtube de google, twitter es de una empresa californiana. La dependencia de la ciudadanía es absoluta, basta observar la frecuencia con la que nos llegan noticias de los abusos y atropellos que comenten estas empresas expulsando vídeos incómodos de youtube o páginas de facebook en torno a organizaciones o causas que no son del gusto del poder, etc&#8230; Es evidente que no puede ser muy fuerte un movimiento organizativo en torno a una página de facebook si de un teclazo microsoft pueda hacerlo desaparecer. La experiencia del gobierno chino es curiosa, allí el gobierno ha logrado desarrollar toda una estructura de redes sociales bajo el control de las autoridades chinas y alternativa a las occidentales.</p>
<p style="text-align:justify;">Por último, las redes también generan incertidumbre que, incluso, contamina los formatos tradicionales. Ahora facebook o twitter sirve como fuente perfecta, cualquier tesis que un medio quiera defender tiene sus correspondientes fuentes informativas en facebook o twitter sin que eso suponga ningún rigor. Es habitual citar a facebook para indicar que se han producido víctimas en una manifestación en el país X, lo cual en términos de rigor periodístico es como decir me ha llamado un tipo por teléfono que no me ha dicho quien era para decirme que han matado a tres personas en el país X, algo que nunca hubiera publicado un medio.</p>
<p style="text-align:justify;">Las redes sociales y el mundo virtual son tremendamente vulnerables a la intoxicación y la manipulación. Ya son muchas las experiencias de campañas destinadas a enviar tropas de internautas a condicionar contenidos mediante páginas de facebook, blogs, participación con comentarios y en foros. El caso de Wikipedia, un proyecto con vocación participativa y democrático, es elocuente. En marzo de 2008 el portal Electronic Intifada[1], gestionado por el periodista estadounidense-palestino Ali Abunimah, denunciaba que el grupo israelí Comité para la Precisión de la</p>
<p style="text-align:justify;">Información sobre Oriente Próximo en América (CAMERA), reclutaba voluntarios para editar la enciclopedia online e impedir así que los &#8220;editores antiisraelíes introduzcan todo tipo de prejuicios y errores en muchos artículos relacionados con Israel&#8221;[2]. CAMERA recordaba en su convocatoria que “la inmensamente popular enciclopedia online, puede ser editada por cualquiera” aunque “la mala noticia es que eso permite que &#8216;editores&#8217; anti-israelíes puedan introducir todo tipo de prejuicios y errores en muchos artículos relacionados con Israel”. La organización israelí sugería registrarse como editores de Wikipedia y, una vez ganada la confianza de la comunidad de la enciclopedia, comenzar a revisar a favor del gobierno israelí los artículos relacionados con el éxodo palestino y sus causas, Hamas, Hezbollah, los árabes de Israel, la Naqba (el desastre, tal como llaman los palestinos al día de la creación del Estado de Israel) y el derecho de retorno.</p>
<p style="text-align:justify;">En 2009 se supo que la red de ferrocarriles alemanes había destinado 1&#8217;3 millones de euros en relaciones públicas ocultas, es decir, en colocar información positiva de la compañía en foros de internet y redes sociales.<br />
Otro caso de intoxicación informativa fue el caso del blog de una lesbiana siria que informaba sobre el país y resultó ser un hombre estadounidense que no se había movido de su país.</p>
<p style="text-align:justify;">Qué hacer</p>
<p style="text-align:justify;">El dilema es que debemos incorporarnos a algo que no nos gusta para poder cambiarlo. Es verdad que, cada vez más, en Europa la discusión del periodismo se hace en torno a los artilugios, los formatos y los lenguajes, sin entrar en los principios del rigor, la veracidad, el periodismo comprometido con valores o el avance en la democratización de la información. Pero sería un suicidio ignorar todos los formatos y los artilugios. Es como si, llevados por nuestro pacifismo o nuestro ecologismo, no utilizáramos el avión para venir aquí a reunirnos, o los gobiernos progresistas renunciaran a los ejércitos mientras los imperialistas se estuvieran rearmando.<br />
Pienso que debemos</p>
<p style="text-align:justify;">Denunciar el control de cada vez más prestaciones de internet por grandes empresas del Norte.</p>
<p style="text-align:justify;">Proponer a los gobiernos progresistas el desarrollo de infraestructuras que impidan la dependencia tecnológica de estas empresas.</p>
<p style="text-align:justify;">Denunciar la simplificación de los mensajes ideológicos y políticos sacrificados en el altar del formato fácil de las nuevas tendencias.</p>
<p style="text-align:justify;">Reivindicar la necesidad de un periodismo riguroso, analítico, con suficiente atención a los antecedentes y contextos. Que explique el mundo, que oriente al ciudadano y que transmita valores.</p>
<p style="text-align:justify;">Denunciar el modelo tradicional en manos de un oligopolio de grupos empresariales que han convertido la libertad de expresión y el derecho a la información en un privilegio para su exclusividad. E impedir que los nuevos escenarios tecnológicos no reproduzcan ese privilegio.</p>
<p style="text-align:justify;">Formar y cualificar a nuevas generaciones de periodistas en los conocimientos y principios necesarios al servicio de un modelo periodístico más democrático y con valores humanísticos.</p>
<p style="text-align:justify;">Exigir a los gobiernos iniciativas y legislaciones que permiten avanzar en ese modelo periodístico y que logre superar la estructura mercantil y oligopolista que hoy domina el panorama de los medios de comunicación.</p>
<p style="text-align:justify;">Por último quiero terminar quiero compartir mi esperanza en un periodismo mejor. Los ciudadanos se están viendo desbordados por la masificación de datos, la superficialidad, el ritmo febril en la transmisión de informaciones, la fetichización de las tecnologías. Como resultado: caos, desorientación, sensación -fundada- de estar enterrados en la paja y abrumados por el ruido. Lo que comenzó como una orgía feliz de información al instante, variada y gratuita se ha convertido en una pesadilla, en una losa informativa que, al final, no logra informarnos. Mi impresión es que el ciudadano despertará de esa pesadilla y buscará formas de sacudirse toda esa información inútil y no deseada. Querrá que alguien le interprete el mundo, descubrirá que un reportaje de diez páginas, al final, es más útil y clarificador e incluso le robará menos tiempo, que cien textos breves que no le llevarán a ningún lado. Mi tesis es que, al final de la borrachera de la información low cost, como la denomina Ignacio Ramonet[3], pasaremos la resaca con análisis interpretativos, elaborados por periodistas que “se mojen”, que demuestren que son humanos, que se indignen ante cualquier injusticia cometida contra cualquier persona en cualquier lugar del mundo, como dijo el Che a su hija en su carta de despedida de Cuba. Mi deseo es que consigamos que la red y las nuevas tecnologías estén al servicio de ese periodismo y no al contrario.</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>[1] http://www.electronicintifada.net/<br />
[2] Citado en Serrano, Pascual. Desinformación. Cómo los medios ocultan el mundo. Península, 2009<br />
[3] Ramonet, Ignacio, La explosión del periodismo, Madrid, Clave Intelectual, 2011</p>
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